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Pela primeira vez desde 2009, as vendas de automóveis e comerciais leves movidos por gasolina superam as dos veículos diesel no mercado europeu. O movimento mostra a tendência de redução do uso do diesel em automóveis, especialmente em decorrência das denúncias contra as emissões de CO2 e também por pressão dos custos de produção, já que a cada ciclo de normas de emissão, mais os propulsor movidos pelo combustível precisam ter mais filtros e tecnologias para cortar a poluição.

De acordo com a ACEA, associação dos fabricantes europeus, o mercado absorveu 10% mais carros a gasolina do que no mês de setembro de 2016. Já os carros diesel tiveram queda de 4% no mesmo período. Com isso, a participação do combustível nas vendas de automóveis nos 28 países da zona do euro passou de 50,2% para 46,3%. Enquanto isso, os carros a gasolina pularam de 45,8% para 48,5%, superando o óleo combustível. Segundo a ACEA, a Europa perdeu 152.323 carros diesel, mas ganhou 328.615 carros a gasolina.

Outro indicativo dessa tendência de “limpeza” da Europa é o crescimento de 35% nas vendas de carros híbridos, elétricos, metano e gás natural, que representam 5,2% do mercado continental. Esse aumento tem sido influenciado também pela restrição à circulação de carros diesel ou mesmo a gasolina em centros urbanos de diversas capitais e cidades importantes da Europa. Um dos maiores impactos será a retirada de subsídios para o carro diesel na França, que é um dos maiores mercados do bloco para automóveis diesel.

Na Alemanha, a proibição de carros diesel em áreas urbanas de alta densidade populacional, tais como Munique e Stuttgart, o movimento está influenciado fortemente os consumidores que, com o temor de não poderem acessar as zonas centrais, acabam por decidir pelo automóvel a gasolina ou os carros ecológicos.

Mas, a ACEA adverte que se os carros a gasolina continuarem a subir nas vendas europeias, o bloco não poderá atingir as metas de redução de CO2 em 2020, já que nesse caso, os propulsores diesel apresentam os menores índices. A entidade acredita que haverá até aumento nas emissões de CO2 com o crescimento súbito dos carros a gasolina. A associação também quer mais incentivos para os ecológicos.

De janeiro a junho, as vendas de carros elétricos subiram 37%, enquanto os híbridos pularam para 58% no período. Mas, ambos possuem participação bem pequena nas vendas europeias, chegando a 1,3% e 2,6%, respectivamente. Ou seja, ainda possuem baixo impacto no velho continente, mas esse percentual deve crescer rapidamente até 2020.

Fonte: Noticias Automotivas